sábado, 30 de maio de 2015

Estilo de aprendizagem: mitos e verdades

 Estilo de aprendizagem tem como premissa que diferentes alunos têm diferentes estilos ou modos de aprendizagem, e sua aprendizagem poderá ser melhorada combinando o ensinar com o estilo de aprendizagem preferido do aluno. O conceito de aprendizagem mudou ao longo do tempo e várias propostas incluíram um novo olhar sobre o ensinar x o aprender. A classificação VAK é referencial para identificar nosso estilo cognitivo preferido. Essa classificação divide os aprendizes em visuais, auditivos ou cinestésicos. 

Entre as verdades reafirmadas pelos teóricos de estilos de aprendizagem é que: pessoas são diferentes uma das outras e os professores devem levar essas diferenças em conta. Compreender essas diferenças pode melhorar a qualidade do ensino. Muitos cientistas se debruçam para entender os princípios envolvidos na aprendizagem, pois vários fatores podem influenciar tais como: cultura, influência familiar, estímulos desde a infância, interesse individual, esforço, genética, etc. A princípio todos somos capazes de aprender, mas o que pode interferir em nosso desempenho de aprendizagem?
O que definimos como estilo de aprendizagem poderia ser o que denominamos de talento, inteligência ou habilidade? Para o professor de psicologia da Universidade de Virginia, EUA Daniel Willingham não há nenhuma evidência científica que comprove a existência de estilos de aprendizagem. Para Willingham as pessoas estão confundindo estilo de aprendizagem com habilidade. Este implica que as pessoas são capazes de memorizar certas informações; aquele sugere que as pessoas aprendam melhor através de uma preferência particular. Podemos ter boas habilidades visuais, porém há uma diferença entre lembrar o que vemos e entender o que vemos. Para ele os alunos não são iguais, mas essas diferenças referem-se a habilidades, interesses e conhecimento que cada pessoa possui. Não há provas de que coincidindo o modo de apresentação do conteúdo com o estilo de aprendizagem preferido do aluno exista um melhor desempenho na aprendizagem dos alunos.

Algumas diferenças afetam nossa aprendizagem e a primeira delas refere-se a nossa capacidade de aprender diferentes disciplinas. A segunda refere-se aos nossos interesses  e a terceira refere-se ao nosso profundo conhecimento e domínio em certos assuntos.

A utilização de recursos multimídia deve ser determinada pela forma como são adaptados ao conteúdo. Os recursos multimídia podem ser utilizados como suporte para transmitir a informação, mas nada substitui um professor altamente qualificado em sua formação ou área e competente em transmitir o conteúdo na oralidade.   


Alunos diferem entre si em habilidades, conhecimento e interesse, mas não em estilos de aprendizagem. As pessoas podem ter preferências sobre como aprender, mas há nenhuma evidência que atendendo essas preferências garantirá um melhor aprendizado. Os educadores devem apresentar o conteúdo de acordo com o perfil da turma levando em conta suas habilidades, conhecimento e interesse. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Se o voto fosse facultativo no Brasil


O voto é obrigatório para todas as pessoas que sabem ler e escrever e que tenham idade entre 18 a 70 anos. O voto é facultativo para pessoas analfabetas, para quem está com idade entre 16 e 18 anos e para os maiores de 70 anos.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha no início deste ano sinaliza que 61% dos brasileiros se opõem ao voto obrigatório. De acordo com a pesquisa os maiores índices de rejeição ao voto obrigatório estão no grupo de faixa etária entre 16 e 24 anos, onde esse índice atinge 58% dos entrevistados. Já o eleitorado entre 45 a 59 anos, esse índice supera a 68% dos entrevistados. Quanto maior a escolaridade e a renda familiar maior a rejeição ao voto obrigatório. Ressaltando que 57% dos entrevistados não iriam às urnas se o voto fosse facultativo.

Em 2011 a mesma pesquisa foi realizada pelo DataSenado e o índice apontou que 65% dos brasileiros preferem o voto facultativo. Ressaltando que 85% dos entrevistados afirmaram que iriam às urnas, mesmo se o voto deixasse de ser obrigatório.

Em virtude da crescente tendência ao absenteísmo do eleitor e ao aumento dos votos nulos e brancos a discussão em torno da obrigatoriedade do voto tem sido recorrente nos últimos anos. Há inúmeras discussões em torno das vantagens e desvantagens do voto obrigatório e facultativo. 

Apesar do aumento crescente de votos nulos e brancos nas últimas eleições os defensores do voto obrigatório argumentam que o aumento expressivo de votos nulos e brancos reflete a incapacidade do eleitor em operar a urna eletrônica do que uma insatisfação do eleitorado. Se isso for verdade, por que então obrigar a votar quem não é capaz de operar a urna eletrônica?

Os principais argumentos dos defensores do voto obrigatório são:

a)      o voto é um poder-dever: o ato de votar constitui um dever, e não um mero direito. A essência desse dever está na ideia da responsabilidade que cada cidadão tem para com a coletividade ao escolher seus mandatários;

b)    a maioria dos eleitores participa do processo eleitoral: O pleito em que a maioria dos eleitores vota é de legitimidade inconteste, tornando-o insusceptível de alegação pelos derrotados nas urnas de que o resultado eleitoral não corresponde à vontade dos eleitores;

c)      o exercício do voto é fator de educação política do eleitor: A participação constante do eleitor no processo eleitoral torna-o ativo na determinação do destino da coletividade a que pertence, influindo, desse modo, nas prioridades da administração pública, ao sugerir, pela direção de seu voto, aos administradores e parlamentares, quais problemas desejam ver discutido e resolvido;

d)   o atual estágio da democracia brasileira ainda não permite a adoção do voto facultativo: A sociedade brasileira ainda é bastante injusta na distribuição da riqueza nacional, o que se reflete no nível de participação política de largos segmentos sociais, que desconhecem quase que inteiramente seus direitos de cidadãos. O voto constitui, nessas circunstâncias, um forte instrumento para que essa coletividade de excluídos manifeste sua vontade política;

e)      a tradição brasileira e latino-americana é pelo voto obrigatório: Os países da América Latina mais importante, em termos de população e riqueza, em especial os da América do Sul, adotam o voto obrigatório desde que instituíram o voto direto, secreto e universal. No Brasil, essa tradição já vem desde 1932, sem que isso tenha ocasionado, até hoje, qualquer problema à democracia ou aos cidadãos brasileiros;

f)      a obrigatoriedade do voto não constitui ônus para o País, e o constrangimento ao eleitor é mínimo, comparado aos benefícios que oferece ao processo político-eleitoral: Não se conhece qualquer resistência organizada à obrigatoriedade do voto. Trata-se de uma imposição estatal bem assimilada pela população.  O fim do voto obrigatório significaria um ganho irrisório de liberdade individual, constituindo, porém, uma perda substancial do nível de participação dos cidadãos no processo eleitoral.

Já os principais argumentos dos defensores do voto facultativo são:

a)      o voto é um direito e não um dever: O voto facultativo significa a plena aplicação do direito ou da liberdade de expressão;

b)    o voto facultativo é adotado por todos os países desenvolvidos e de tradição democrática: Os países líderes que praticam a democracia representativa e que servem de modelo para os demais, constituem Estados democraticamente consolidados.  O fato de não obrigarem seus cidadãos a irem às urnas não os torna nem um pouco mais frágeis que o nosso quanto a esse aspecto. Não há qualquer país desenvolvido e politicamente amadurecido, que participe da chamada vanguarda da civilização ocidental, integrada pelos países da Europa ocidental e integrantes da Comunidade Britânica de outros continentes, além dos Estados Unidos da América, que imponha a seus cidadãos a obrigatoriedade do voto;

c)     O voto facultativo melhora a qualidade do pleito eleitoral pela participação de eleitores conscientes e motivados, em sua maioria: Os defensores da não-obrigatoriedade acreditam que o voto dado espontaneamente é mais vantajoso para a definição da verdade eleitoral. Com a adoção do voto facultativo, pode-se até admitir que, em algumas áreas de extrema pobreza, continue a ocorrer o chamado “voto de cabresto”, em que o chefe político da região tem um certo controle sobre o eleitorado, conduzindo-o às urnas, mas, por outro lado, deve reduzir-se a níveis ínfimos a quantidade de votos nulos ou brancos, denotando um corpo eleitoral motivado pela proposta apresentada pelos partidos ou candidatos. O eleitor que comparece às urnas contra a vontade, apenas para fugir às sanções previstas pela lei, não está praticando um ato de consciência; nesse caso, ele tenderá muitas vezes a votar no primeiro nome que lhe sugerirem, votando em um candidato que não conhece (fato que estimula a cabala de votos na boca das urnas, promovida pela mobilização de aliciadores de votos que o poder econômico propicia), ou a votar em branco, ou, ainda, a anular o seu voto;

d)   a participação eleitoral da maioria em virtude do voto obrigatório é um mito: Trata-se de um engodo, pois o fato de o eleitor ir a uma seção eleitoral não significa que ele está interessado nas propostas dos candidatos e dos partidos políticos.  Um número elevado de eleitores vota em branco ou anula seu voto deliberadamente, como protesto, ou por dificuldade de exercer o ato de votar por limitações intelectuais. Assim, o sistema político pode tornar-se desacreditado pela constatação da existência de um número elevado de votos brancos e nulos, para não se mencionar o absenteísmo, que cresce a cada eleição pela desmotivação do eleitor;

e)      é ilusão acreditar que o voto obrigatório possa gerar cidadãos politicamente evoluídos: Ao referir-se à obrigatoriedade de votar como um exercício de cidadania do eleitor, muitos defensores do voto obrigatório querem fazer crer que o fato de um cidadão escolher um candidato transformá-lo-á em um outro homem, conhecendo seu poder de intervenção na sociedade. Cabe aos partidos políticos cativarem essas pessoas para suas propostas. Se tais propostas forem sedutoras, os eleitores comparecerão às urnas;

f)     o atual estágio político brasileiro não é propício ao voto facultativo: Acreditam os que comungam desse pensamento que não temos uma sociedade com maturidade política suficiente para praticar a democracia na forma dos países do Primeiro Mundo. Entendem que o eleitor brasileiro ainda se encontra em estágio político inferior para o pleno exercício da democracia, havendo necessidade de que alguém superior, como o Estado, acompanhe-o, ensinando-o como exercitá-la.

Em meio a essa celeuma uma coisa é certa não é o voto facultativo e nem o voto obrigatório que tornará nossas escolhas mais acertadas e/ou conscientes.  Nós, brasileiros estamos desacreditados, não só nos partidos políticos, mas nos candidatos, nas instituições públicas e políticas.  Somos obrigados a ir às urnas para escolher dentre os candidatos o menos pior, o menos corrupto, a proposta de governo menos pior, etc. Enfim, não há no cenário político brasileiro candidatos para solucionar problemas históricos do Brasil nas áreas de educação, saúde, habitação, segurança, transporte, etc  e uma infinidade de problemas sociais que com o tempo só se agrava mais.  Em algum momento de nossa história política votamos conscientes sim e o difícil foi acreditar na decepção que tivemos em nossas escolhas.  Intelectuais também fazem escolhas ruins tanto quanto o analfabeto. A diferença é que pensamos ou acreditamos ser a melhor opção.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Vira-lata de chuteiras

 O futebol nasceu na Inglaterra, mas foi no Brasil que esse esporte ganhou força expressiva e simbólica na construção da identidade cultural brasileira. Nosso estilo de jogar e celebrar os grandes campeonatos futebolísticos são reconhecidos mundialmente como traços de nossa brasilidade. No Brasil, coincidentemente ou não a cada 04 anos Copa e eleição presidenciável andam juntas. O motivo dessa ''mera coincidência'' é entreter durante um mês o brasileiro. Todos os meios de comunicação só falam de uma tema: COPA DO MUNDO. Inflação, economia, política, violência, etc todos os problemas foram parar debaixo da grama do campo de futebol. Esse momento de pausa na mídia deixa em evidência que tudo acaba em samba e futebol. Prolongar esse clima de êxtase, entorpecimento e esquecimento dos problemas até as eleições é a melhor estratégia do jogo político.

Sem dúvida, o Brasil será a Copa das Copas. Uma das mais atrasada, mal-administrada e superfaturada de todas. A organização do evento no Brasil, deixou um rastro de inúmeros aspectos negativos ao País tais como: obras inacabadas e superfaturadas, sendo a maioria delas alvo de denúncias de corrupção e uma total falta de planejamento e prioridades do governo brasileiro.

Sediar grandes eventos em qualquer país exige uma complexa infraestrutura para garantir segurança, qualidade e mobilidade a um grande número de pessoas. O Brasil, jamais poderia ter cogitado a ideia em sediar esse ou qualquer tipo de evento de grande porte. Nunca saberemos se a decisão foi algo imposta ou ao acaso(sorteio). A pergunta é por que aceitamos as exigências do padrão FIFA? Manifestar contra resolveria o problema? Apesar de quase 1,6 milhão de assinaturas pedindo o impeachment de Renan Calheiros da presidência do Senado e as inúmeras manifestações do povo nas ruas e on-line ele foi eleito presidente do Senado em meio a uma série de denúncias pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. È a mídia quem define e controla o impeachment e demais cursos da história do Brasil. O povo e/ou opinião pública é apenas coadjuvante dos rumos da política.

O prelúdio do fracasso da Copa anunciado há poucos dias pelo ex-jogador Ronaldo, que é membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo que se diz ''envergonhado'' com os atrasos das obras é uma evidência dos fatos. O comentário do ex-jogador não é motivo de vergonha para o governo brasileiro. Segundo, o governo, nós brasileiros não temos que nos sentir inferiorizado diante do resto do mundo. Por que? Apesar de termos corrupção, economia pífia, violência, exploração sexual infantil, trânsito caótico, saúde e educação precários, obras inacabadas e superfaturadas não temos que nos envergonhar, pois tais problemas existem em qualquer país inclusive nos desenvolvidos. Olhemos para o lado positivo. "Nossos bosques têm mais vida","Nossa vida" no teu seio "mais amores." Ó Pátria amada, Idolatrada,Salve! Salve!

Se o brasileiro tem por natureza o complexo de vira-lata. Imagina qual o complexo dos cubanos, venezuelanos, chilenos, argentinos, haitianos, africanos, dentre outros países emergentes. Alguém já viu alguma embarcação de imigrantes ou refugiados dos G8 em busca do ''paraíso'' abaixo da linha do Equador? Sem dúvida, essa sensação de fracasso, derrota e desânimo do brasileiro não é somente por causa da copa e nem pelos R$ 0,20. È pela falta de opção em quem votar, pela falta de credibilidade na justiça e política do país. Estamos vivendo no bosque sem cachorro. Governado como um cão sem dono que após Copa ficará com a cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O que vem do Oriente não balança o Ocidente, especialmente o Brasil

O Oriente estigmatizado e conhecido como ‘’barril de pólvora’’. Criticado pela sua cultura e estilo de vida arcaico, ressalta-se imagem essa divulgada e disseminada pelo seu arqui-inimigo EUA, claro. Há inúmeros conflitos no Oriente, que nós, brasileiros não entendemos muito bem o motivo de tantas brigas e disputas. Sabemos vagamente que os conflitos giram entorno de questões religiosas e políticas. Por política entende-se disputa pelo petróleo entre os países do Oriente e EUA.

È notória as diferenças culturais entre Oriente e Ocidente, daí a dificuldade em mantermos relações comerciais e políticas mais amistosas. Principalmente, com EUA. Porém, com o Brasil a coisa é um pouco diferente. Sob um olhar clínico constamos que temos uma cultura similar ao Oriente. Vejamos, por exemplo a poligamia, bigamia e adultério. Bigamia e poligamia são proibidos no Brasil, porém o adultério deixou de crime. Bem, a grosso modo trair não tem problema, desde que você não case com uma ou mais pessoa. Em regra no Brasil, qualquer  homem ou mulher podem ter quantos parceiros quiserem concomitantemente ou não. No Ocidente mudaram o nome para relação aberta ou poli-amor. Ambas ou várias partes estão cientes de seus ‘’casos’’. Triângulo ou  octógono amoroso você escolhe quantos membros adentram em sua relação. Novelas e filmes estimulam essa tendência de ‘’estar aberto a inúmeras relações’’.

            

Casamento infantil ou pedofilia? No Brasil o casamento infantil e pedofilia são proibidos por lei. Mas namorar pode. Jovens adolescentes brasileiras têm capacidade de consentir e escolher seus parceiros sejam eles adultos ou não. Há casos que os pais podem ou não apoiar o namoro, mas a lei só interferirá no romance entre um adulto e adolescente em caso de abuso sexual. A exploração sexual infantil ainda é uma constante no Brasil e um dos fatores é a situação de pobreza que fomenta essa prática. Dado esse que faz que o país ocupar o primeiro lugar em exploração sexual infanto-juvenil na América Latina e o segundo no mundo. Nos últimos anos percebemos uma evolução da consciência brasileira em combater o abuso sexual infantil. 

Por outro lado, nossa cultura contribui para estimular a sexualidade precoce de nossas crianças. Entre os anos 80 e 90 os programas infantis eram apresentados por belas mulheres em trajes mínimos. Sendo que muitas delas também já pousaram para playboy ou fizeram filmes eróticos. Além disso, os próprios políticos estão envolvidos em escândalos de pedofilia no Brasil. Essa semana a Presidente Dilma Roussef sancionou  uma lei que torna crime hediondo a exploração sexual infanto-juvenil. Isso será apenas uma lei como as demais. Temos muitas leis, mas com quase ou nenhuma eficácia. 

       

As mulheres da Arábia Saudita tentam quebrar outra barreira para sua independência poder dirigir um automóvel. No Brasil, as mulheres podem dirigir livremente, mas também escutam inúmeras piadinhas no trânsito: ‘’Só podia ser mulher’’, Comprou a carteira de motorista, Vá pilotar um fogão que é seu lugar, Mulher no trânsito perigo constante, dentre outras piadas desmoralizantes das habilidades femininas. A cultura brasileira é machista. Em média as mulheres recebem salários menores em relação ao homem na mesma função. Na Arábia Saudita os homens têm permissão para bater nas mulheres. Aqui, apesar de não existir permissão ainda é grande o número de mulheres agredidas por seus companheiros e/ou parceiros. Apesar de existir a Lei Maria da Penha para combater a violência contra a mulher estudos apontam sua ineficácia. 

È muito fácil para alguns países do Ocidente criticar e inferiorizar a cultura e o estilo de vida Oriental  quando em muitos deles há em sua própria cultura similaridade com leve toque de eufemismo, definição ou contexto. O pau que bate em Mohammad é o mesmo que bate em Manoel. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Ao mestre, com carinho: Aqui não é Londres


 To Sir, with Love, é um filme britânico dos anos 60 que retrata questões sociais e raciais em uma escola localizada na comunidade pobre de Londres. O filme retrata a história de um engenheiro negro em busca de oportunidade em sua área de formação. Após inúmeras tentativas e sem sucesso em conseguir um emprego na área de engenharia ele resolve exercer o papel de professor enquanto aguarda uma oportunidade em sua área de formação.

Em meio a protestos por melhorias na educação e valorização na carreira de professor no Brasil o filme vai na contramão no quesito valorização na carreira de professor. Ao contrário de países com ensino considerado de alta qualidade tais como: Cingapura, Finlândia e Canadá, no Brasil os cursos de Pedagogia, Licenciatura ou Magistério são vistos como algo que qualquer um pode fazer. No Brasil, assim como no filme  a maioria não escolhe ser professor, é escolhido ou por falta de oportunidades de emprego em sua área de formação ou por falta de opção mesmo. O que faz um curso ser profissionalmente respeitável e mais disputado? Tomemos como exemplo a Finlândia, onde a docência é uma opção profissional respeitada. Lá a formação do docente passou a ser feita pelas universidades. Os aspirantes à docência são submetidos a rigorosos exames de admissão, que incluem provas, entrevistas, atividades práticas que avaliam motivação e habilidades de comunicação interpessoal dos candidatos. Em síntese, as estratégias de recrutamento e formação inicial parecem ser o diferencial na valorização da profissão. Além do comprometimento do professor em engajar e estimular o aluno ao aprendizado. No Brasil, temos a visão de que o engajamento e motivação ao aprendizado é responsabilidade do aluno e não do professor. Com a turma engajada ou não no aprendizado o professor recebe o salário do mesmo jeito. Nessa visão simplista só o aluno tem a perder e muito. 

No Brasil, os cursos de Engenharia e Medicina ainda possuem pouco ou algum prestígio social, devido ao nível de exigência, conhecimento e preparo dos aspirantes às profissões de médico e engenheiro, pois ocupar uma vaga nesses cursos em universidade pública ainda é para poucos. A dificuldade em expandir  e popularizar esses cursos é o que ainda garante uma qualidade razoável na formação desses profissionais no Brasil. 

Ser docente é mais do que ministrar aulas. Precisamos inserir nas salas de aula um novo tipo de ensinamento. A estratégia de ensino adotado pelo personagem do filme é tratar de temas que fazem parte do mundo competitivo e real dos adultos. Tais como: a vida, a sobrevivência,  a determinação, a coragem, a disciplina,  o amor, a morte, o sexo, o casamento e a batalha por uma vaga no mercado de trabalho. È preciso discutir abertamente em sala de aula sobre a responsabilidade de cada um na relação professor e aluno. A maneira como você estuda, a sinceridade e a dedicação com as quais você se aproxima de seus estudos e a seriedade de como você aplica o que aprende em sua vida é de inteira e responsabilidade do aluno. A ascenção pessoal e profissional é determinada pelo aluno e cabe a você mesmo tomar essa iniciativa e assumir a responsabilidade para alcançar seus objetivos. Ou seja, é o aluno quem direciona o curso de sua própria vida. O que os professores oferecem são métodos para auxiliá-los a atingir essa finalidade. 

Apesar do contéudo didático ser uma fonte fundamental das técnicas de ensino do professor, ela não é a única. Há uma outra fonte extremamente importante que é negligenciada em sala de aula e que faz parte do mundo a nossa volta (a vida, a sobrevivência,  a determinação, a coragem, a disciplina,  o amor, a morte, o sexo, o casamento e a batalha por uma vaga no mercado de trabalho).

 Um levantamento da ONG-Todos Pela Educação com base em dados do PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios) mostra que os professores de educação básica brasileiros ganham apenas um terço do que a média de profissionais formados em ciências exatas. Isso explica a dificuldade de muitas escolas em conseguir bons professores de física e matemática, já que profissionais com esse tipo de formação conseguem remuneração muito superior em outras áreas. No Brasil, se falta um professor de física ou matemática qualquer um pode dar aula no lugar dele. E com certeza  não será nem engenheiro ou médico. 

No filme, To Sir, with Love o reconhecimento do Thackeray  como um bom professor  nada tem a ver com capacitação e formação de mestres. Tem a ver com atitude, comportamento, conhecimento direcionado e o mais importante uma imensa vontade de transformação do meio a sua volta. Deparar-se com uma turma indisciplinada e desprovida tanto de uma estrutura familiar quanto financeira é uma situação comum até em países desenvolvidos. Já em nosso caso, no Brasil a situação toma proporções gigantescas atrelada a outros problemas tais como: falta de planejamento no sistema educacional brasileiro para atingir uma educação de melhor qualidade e mais eficiente, infraestrutura escolar, qualificação do professor e dentre outros. 

O que nós, brasileiros podemos aprender com o filme To Sir, with Love é ser autodidata, construir nosso  próprio conhecimento, não esperar aprender algo muito produtivo nas escolas e universidades brasileiras. Nossa política de ensino está mais para o filme Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu. Programas do tipo Todos Pela Educação e Amigos da Escola só servem para corroborar que o Estado não sabe o que fazer e como fazer para melhorar a qualidade do ensino no Brasil. Disfarçadamente o Estado ‘’transfere’’ sua responsabilidade para com a educação para a sociedade civil. Esta por sua vez, representada pelo professor transfere para o aluno como o único e responsável para construir seu conhecimento. Enfim, se você é um bom aluno o mérito é seu e se você é um mau aluno a culpa é sua. Tanto o conhecimento quanto a ignorância nos tornam responsáveis. A mim, com carinho e ódio.... 


terça-feira, 29 de abril de 2014

Em breve estou voltando....

   Obrigado por lerem meus posts. Desculpa por não ter mais tempo suficiente para dedicar algumas horas do meu dia ao blog. 

Escrever um blog não é uma tarefa simples requer leitura e pesquisa para criar um texto interessante. Enfim, aguardem que brevemente estarei escrevendo novos textos. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Bra$il, um paí$ do $uperfaturamento


Fundada em 1993 e sediada em Berlim, a Transparência Internacional-TI é uma organização não governamental que tem como objetivo produzir anualmente um relatório sobre os índices de corrupção em diversos países.  Através desse relatório grandes investidores escolhem países com menores índices de corrupção. O Brasil perde grandes oportunidades, porque ganha destaque no cenário da corrupção mundial. Os grandes eventos esportivos realizados no Brasil são mais um componente para agravar o superfaturamento nas obras públicas.

O Índice de Percepção da Corrupção em 2012 avaliou 176 países. O estudo que analisa a percepção sobre a corrupção no setor público revela que quanto mais perto do topo, menor é a percepção de que o país é corrupto. O Brasil ocupa o 69º lugar no ranking mundial da corrupção. Dinamarca, Nova Zelândia e Cingapura são os menos corruptos na escala mundial ocupando o primeiro lugar.

Os países que integram os Brics, países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul lideram no quesito corrupção. Brasil e África do Sul ficam empatados na 69º posição. China fica na 80ª posição. Índia fica na 94ª e Rússia na 133ª. Dentre os países da America Latina, o Chile ficou entre os melhores colocados ocupando o 21ª lugar no ranking.

O fortalecimento de algumas instituições é fundamental no combate a corrupção, pois elas têm o papel de estabelecer mecanismo de controle para evitar a corrupção. Um exemplo disso são os Tribunais de Contas, que é um órgão auxiliado pelo poder legislativo. Além do Ministério Público e a Receita Federal. Outro ponto importante é o grau de tolerância da sociedade em relação aos escândalos de corrupção.

A população dos países menos corruptos possui um grau de tolerância zero para corrupção criando uma cultura da não corrupção. A sociedade tem um papel muito importante na eleição dos seus representantes quando acompanha a rotina do governo. Alguns ingredientes são fundamentais para combater a corrupção tais como: democracia, liberdade de expressão, reformas políticas e fortalecimento das instituições de combate à corrupção. 

A autonomia e a independência investigativa são importantes para o Ministério Público, Receita Federal, Tribunais de Contas e a Polícia Federal. A parceria desses órgãos é importante para combater o crime organizado e a corrupção em nosso país. Eles deveriam ser a ''Liga da Justiça'' no combate à corrupção, porém a PEC 37/2011 evoca a exclusão do Ministério Público em ações investigativas. O Brasil tem a fama que pouco se investiga e quando se investiga não pune. Isso acarreta um desgaste na imagem institucional dos órgãos fiscalizadores. Além disso, dar exclusividade as polícias civis e federal o poder de investigação criminal, retirando essa atribuição de alguns órgãos, sobretudo do Ministério Público é fomentar de vez o crime organizado, a impunidade e a corrupção no Brasil. A aprovação da PEC 37/2011 é a consolidação de que de fato somos um paí$ do $uperfaturamento.

O combate à corrupção atrairia mais investimentos e fortaleceria a posição da economia brasileira no cenário mundial. Para o Brasil alcançar um nível elevado de investimento externo é preciso combater a corrupção. Precisamos aprimorar o crescimento da economia, controlar a inflação e combater a corrupção.

A atuação dos órgãos fiscalizadores das ações dos gestores de recursos públicos quanto à participação da sociedade na cobrança de resultados é vital no combate a corrupção. Sem dúvida, é notória a insatisfação da sociedade em relação aos órgãos fiscalizadores dos recursos públicos, pois a fiscalização é deficiente e não vemos resultados concretos de suas ações. Segundo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, a prisão dos 25 condenados do mensalão deve ocorrer até o dia 1.° julho deste ano,  mas reconheceu que, por falhas do sistema penal, que classifica de "frouxo", boa parte dos condenados deve ficar na cadeia pouco mais de dois anos. Portanto, desviar, superfaturar e/ou roubar dinheiro público no Brasil compensa.